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11 fevereiro 2020

Em Portugal, no turismo e imobiliário recebemos 2020 com optimismo e muitas reticiências…!

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Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

Começou um novo ano do calendário gregoriano. É um momento de renovação de esperanças. 2019 foi um ano fantástico para os sectores turístico e imobiliário. Recebemos cerca de 27 milhões de turistas e captámos receitas que deverão ultrapassar os 17 mil milhões de euros. A estimativa para o mercado imobiliário, incluindo todas as operações nos diferentes segmentos de activos é de 34 mil milhões de euros.

Portugal continuou a brilhar nos óscares do turismo. No “World Travel Awards”, recebemos pelo terceiro ano consecutivo o galardão de “melhor destino turístico do Mundo”, Lisboa o melhor destino “city break do Mundo” e a região autónoma da Madeira o “melhor destino insular do Mundo”. Ainda de acordo com a IAGTO - Associação Internacional de Operadores de Turismo de Golfe, o Algarve é o “melhor destino de golfe do Mundo”. É um enorme desafio para os empresários que investem e apostam na qualidade final do serviço prestado aos seus clientes. É um enorme desafio para os trabalhadores apostados na sua maior qualificação e profissionalismo a par da sua natural hospitalidade. Aguarda-se que o Estado faça a sua parte. Que em 2020 se concretize o início da obra da infraestrutura aeroportuária complementar do Montijo e que na Portela, o Aeroporto Internacional de Lisboa passe a deter duas saídas rápidas de pista. São obras estruturantes para a estratégia nacional de consolidação de Portugal como destino turístico e imobiliário.

No mercado imobiliário, a esperança dos promotores são as SIGI - Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária e o início da construção de “megaprojectos” particularmente na cidade de Lisboa como em Entre-Campos e Alcântara. Expectativa ainda para o reforço do investimento em “obra nova” fora dos “centros prime”, por forma a que oferta se ajuste à procura residencial da classe média de origem nacional. Com o aumento e diversificação da oferta, aguarda-se uma normalização dos preços no mercado. Estimando-se que em 2019, tenham sido vendidas 178.000 unidades residenciais e um volume de transações na ordem dos 24 mil milhões de euros, em 2020 admite-se que estes indicadores possam estabilizar. Também na actividade do Alojamento Local apesar de todas as diatribes, o segmento entrou numa fase de maturidade, representando 1/3 das dormidas à escala nacional e 50% no Porto e em Lisboa.

E vamos às reticências….

Uma inusitada má vontade dos decisores políticos face a um sector de actividade, construção e imobiliário, fortemente contributivo de receitas fiscais. Um excessivo intervencionismo estatal que não resolve os problemas habitacionais dos portugueses. Manter o adicional ao IMI que incide exclusivamente sobre activos imobiliários residenciais, manter a excessiva carga fiscal no arrendamento de longa duração, manter o IVA generalizado a 23% na construção, anunciar uma revisão do regime de autorizações de residência, não são boas notícias.

E o mercado da mediação imobiliária?

2020 vai trazer grandes desafios. O movimento disruptivo da inovação tecnológica que veio para transformar a actividade dos consultores imobiliários. O tema da tecnologia vem invadindo transversalmente o nosso mercado. A inovação não se resume à introdução de novos aplicativos. Foco no cliente, confiança conquistada através do serviço prestado e cultura colaborativa. Neste mercado, como em tantos outros, num momento de ajustamento no número de transacções e volume de negócios chegou a hora da especialização e concentração. Boutiques locais especializadas bem posicionadas nos mercados locais ou redes de agências imobiliárias internacionais?

No Brasil novos ventos sopram. O mercado imobiliário parece reerguer-se. Com o fim do ciclo de retracção económica, taxas de juro em baixa, inflacção controlada, ampliação do programa “minha casa, minha vida”, o mercado interno reanimou. Quanto a investimentos imobiliários no exterior, depois de uma crescente vaga de investimentos residenciais particulares, Portugal poderá posicionar-se como destino de investimento brasileiro corporativo. As SIGI poderão ser um instrumento para aplicações financeiras de investidores brasileiros no mercado imobiliário.

Fonte: Jorge Garcia, Especialista em Imobiliário

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